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Wed, 29 Jan 2020
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Elisabete recuperou uma posição

Elisabete “acordou” na segunda metade da etapa
Espelho partido, tal como se esperava
Top20 a 7m13s

Mesmo não sendo o seu terreno favorito, Elisabete Jacinto empenhou-se hoje, na décima segunda etapa do Euromilhões Lisboa Dakar 2007, disputada entre Ayoûn e Kayes, em diminuir a diferença que a separa de um lugar no Top20 da classificação dos camiões. Num sector selectivo com 257 quilómetros de extensão, em pista típica do Mali, a piloto da equipa Trifene 200 / MAN Portugal terminou na 27ª posição, tendo subido para o 21º lugar da classificação geral. O lugar no Top20 continua a menos de oito minutos de distância e Elisabete Jacinto está disposta a lutar por ele:

“Tal como eu já tinha previsto, a etapa de hoje tornou a vida dos pilotos de camião muito mais difícil. Os carros que, até há dois dias atrás, estavam mais atrasados, começam agora a passar por nós. A pista é entre árvores e o pó torna a visibilidade muito reduzida. No início da etapa fui demasiado cautelosa e passada por alguns camiões. Não quero arriscar, mas percebi que estava a exagerar e apliquei-me a fundo. Dei o meu melhor e voltei a passar por eles. Afinal tudo correu bem e percebi que posso andar um pouco mais depressa. De registar que, tal como eu avisara, não se consegue sair destas etapas imune e lá se foi o espelho do lado do Álvaro, depois de ter batido numa árvore que teimou em não se desviar ”, salientou Elisabete Jacinto.

Amanhã, a ligação inicial, leva a caravana do Euromilhões Lisboa Dakar, directamente do Mali para o Senegal. Uma especial diferente das demais, com piso muito escorregadio e a pedir grande domínio na condução e na navegação.

Classificação da 12ª etapa: 1º Stacey / Gotlib / Der Kinderen (MAN), em 3h48m04s; 2º Tomecek / Moravek / Lala (Tatra), a 4m53s; 3º Van Ginkel / Tijsterman / De Rooy (Ginaf), a 5m50s; … 27º Elisabete Jacinto / Álvaro Velhinho / Rui Pôrelo (MAN), a 49m53s.
Classificação após a 12ª etapa: 1º Stacey / Gotlib / Der Kinderen (MAN), em 47h26m55s; 2º Mardeev / Belyaev / Nikolaev (Kamaz), a 2h59m36s; 3º Van Ginkel / Tijsterman / De Rooy (Ginaf), a 4h24m38s; … 20º Elisabete Jacinto/Álvaro Velhinho/Rui Pôrelo (MAN), a 19h41m09s. (partiram para esta etapa 60 camiões)


Os camiões em balanço

O holandês Hans Stacey, segundo da edição de 2006, cedo ficou no comando da corrida deste ano e a sua vantagem é a maior registada nas três categorias. O piloto da MAN, tem quase três horas a menos que o Kamaz de Madeev e desde há quatro dias que se limita a um andamento de gestão.

O acidente registado com o Kamaz, do penta vencedor da prova, Vladimir Chagin, ainda o Dakar 2007 estava em Marrocos, abriu as portas a que Stacey passasse para o comando. Já na Mauritânia, foi a vez do Ginaf de Gerard De Rooy, então 2º classificado ficar pelo caminho. O pai Jan De Rooy, muito atrasado desde a primeira etapa, também o acompanhou. Em ambos os casos, problemas mecânicos estiveram na origem do abandono dos pilotos holandeses. Já na frente da corrida, Hans Stacey não encontrou no russo Ilgizar Mardeev, o piloto do segundo Kamaz, um adversário à altura e foi alargando a sua vantagem, que se cifra, actualmente, na casa das três horas.


Camiões “musculados” preenchem o Top15

Apesar de três dos principais candidatos à vitória estarem já de fora da corrida, os camiões mais “musculados”, que pouco se assemelham aos de série, ocupam a quase totalidade do Top15. O primeiro camião de série, um MAN idêntico ao de Elisabete Jacinto, surge exactamente na 16ª posição e é pilotado pelo alemão Klaus Bauerle.
Entre os primeiros 15 classificados, a MAN destaca-se, com os três camiões da equipa Exact MAN, enquanto construtores como a Kamaz, Ginaf, Tatra e Hino colocam, cada um, duas máquinas, a que se juntam um Iveco, um DAF e um Mercedes.
Afastados pai e filho De Rooy, um terceiro camião da equipa ocupa o terceiro lugar na prova, pilotado pelo compatriota Wulfert Van Ginkel. A Holanda é claramente o país em destaque nos camiões, onde inscreveram nada menos do que 17 equipas.
Já fora dos lugares de pódio estão os Tatra do brasileiro André de Azevedo e do checo Ales Loprais.


MAN também lidera na Produção

Numa classificação que começa pelo já citado 16º lugar, ocupado por Klaus Bauerle e onde Elisabete Jacinto tem o sexto lugar deste grupo, também a MAN se impõe frente, neste caso, à Mercedes. As dez primeiras posições são ocupadas por sete MAN e dois Mercedes e um Iveco.
De entre este grupo, incluem-se já alguns camiões que estão ao serviço das principais equipas auto e moto. São camiões que transportam apenas algum material e mecânicos especializados, prontos a substituir, no mais curto espaço de tempo, alguns órgãos mecânicos. Em ultimo caso, compete-lhes rebocar até ao final da etapa o carro da equipa. Foi isso que aconteceu, há dias, com os dois Volkswagen Touareg, de Ginniel de Villiers e Carlos Sainz. Nalguns casos, aos seus comandos, estão antigos pilotos auto, como é o caso do americano Darren Skilton.
Com uma numeração que começa nos 538, o que significa que existem pelo menos 37 camiões exclusivamente em competição, essas máquinas de assistência rápida ocupam excelentes posições estando inclusive na liderança dos camiões de série, já que Klaus Bauerle é piloto do MAN da equipa X-Raid. Nos oito primeiros encontra-se ainda o Mercedes da equipa Mitsubishi pilotado por Raphael Gimbre que ocupa o 20º lugar da geral, uma posição da qual Elisabete Jacinto se encontra a apenas oito minutos.

A2 Comunicação, 2007-01-18
 
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