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Mon, 22 Jan 2018
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O Percurso

PORTUGAL - ESPANHA

Pela sua posição geográfica, que constitui um traço de união entre a Europa e a África, Portugal tinha naturalmente vocação para receber o Dakar. As semanas passadas na confecção do percurso permitiram-nos descobrir que a região tem ainda para oferecer muito mais que um sumptuoso quadro para a grande partida. Depois de aproveitar a serenidade de Lisboa, será de imediato questão de desporto, de competição, de autêntico rali raid.
As duas especiais portuguesas serão dignas das grandes horas da Baja de mesmo nome. Mas cuidado com as máquinas, pois estamos apenas no começo do rali.

LISBOA - PORTIMAO

Etapa 1 – 06 de Janeiro de 2007
Ligação: 115 KM - Especial: 120 KM - Ligação: 260 Km

Já há areia
Primeira etapa, primeira surpresa. Ainda estamos na Europa, mas veremos areia sem mesmo ir à praia. O início da especial promete alguns carros atascados sem consequências, apenas um aperitivo de àfrica. Os técnicos terão seguidamente o prazer de rilhar segundos nas curvas dos pinhais e dos montados de sobro. Para se conseguir vencer, as trajectórias são calculadas ao milímetro

PORTIMÃO - MALAGA

Etapa 2 – 07 de Janeiro
Ligação: 15 KM - Especial: 60 KM - Ligação: 425 KM

Atenção, Ravinas
O terreno poderia prestar-se à caminhada desportiva ou a uma manga da taça do mundo de VTT. Bem vindos à montanha. O traçado é sinuoso e o solo é predominantemente duro. Os pilotos terão de reduzir a cadência se o caminho tiver sido regado copiosamente. Em caso de movimento falso, neste traçado "tipo WRC" a queda pode ser grave. É melhor jogar pela tranquilidade. Após a longa ligação até Málaga, a noite será proveitosa para os organismos.

Marrocos

NADOR - ER RACHIDIA

Etapa 3 – 8 de Janeiro
Ligação: 205 KM - Especial: 252 KM - Ligação: 192 KM

Cabeça à roda
A entrada na matéria é muito séria, principalmente em termos de navegação. Na primeira parte da especial, as mudanças de navegação são muito numerosas. É um verdadeiro labirinto de pistas. Uma vez fora deste dédalo, as faltas de atenção nem sempre são toleradas. Se as pistas de cascalho parecem propícias à velocidade, os numerosos leitos de riachos a atravessar chamarão os pilotos à realidade. Prudência.

ER RACHIDIA - OUARZAZATE

Etapa 4 – 9 de Janeiro
Ligação: 96 KM - Especial: 405 KM - Ligação: 178 KM

Horizonte de dunas
Uma primeira lição de resistência. A segunda especial marroquina estende-se em comprimento. É principalmente muito variada, à imagem do Dakar 2007. A aprendizagem em tamanho natural começa aqui para os noviços, que descobrirão as dunas e veverão os primeiros sustos. É também a hora de enfrentar as múltiplas ratoeiras de África. Prioridade de momento: nada de entusiasmos.

OUARZAZATE - TAN TAN

Etapa 5 – 10 de Janeiro
Ligação: 170 KM - Especial: 325 KM - Ligação: 280 KM

Rodas no Atlas
Os mais assíduos puderam ligar em três ocasiões Ouarzazate a Tan Tan nos últimos anos no Dakar. Contudo, nunca num rali fizeram o itinerário proposto em 2007. Na especial, os pilotos vão tomar o gosto ao Atlas, um regalo para os olhos, que obrigará os camiões a seguir um traçado ligeiramente diferente, com menos quilómetros. Em média, a paisagem é espectacular, lunar - uma mistura de Ventoux e de Izoard, para os conhecedores.

MAURITÂNIA

Especialidades nacionais: areia, calhaus, dunas. A travessia da Mauritânia faz as vezes de juiz de paz na hierarquia do rali. Os que se apresentarem na posse plena dos seus meios, aproveitarão todas as oportunidades para lá brilharem, mas também podem perder tudo. Reino das dunas e do fora-de-pista, o coração do Sara é, por excelência, o local onde os navegadores se exprimem.

TAN TAN - ZOUERAT

Etapa 6 – 11 de Janeiro
Ligação: 414 KM - Especial: 394 KM - Ligação: 9 KM

Navegador à proa
A mais longa etapa do rali. No fim do dia, o conta-quilómetros de todas as máquinas terá contado perto de mil quilómetros! Para iniciar a longa ligação preliminar que conduz à fronteira mauritana, o toque de alvorada é muito cedo. Depois é a navegação à proa e fora de pistas, outras tantas técnicas para pilotos e co-pilotos encontrarem o bom caminho. Nesta fase do rali, um só conselho: economizar.

ZOUERAT - ATAR

Etapa 7 – 12 de Janeiro
Ligação: 4 KM - Especial: 542 KM - Ligação: 34 KM

Manter a forma
O programa é particularmente copioso. Ao longo de mais de 600 quilómetros, o encadeamento de pistas, de foras-de-pista e de dunas não deixará ninguém indiferente. É aqui que se fica a saber o que sugnifica "travessia do erg". Também é aqui que a hierarquia pode ser radicalmente subvertida. Após seis dias de corrida, os que não conseguiram evitar os azares começam a sentir a fadiga. Agora, os excessos podem custar caro. O dia de repouso será útil e necessário para todos.

ATAR - TICHIT

Etapa 8 – 13 de Janeiro
Ligação: 35 KM - Especial: 589 KM - Ligação: 2 KM

A caminho do oásis
Esta especial apresenta várias caras. A pista é basicamente balizada, começando com pavimento de cascalho, após o que os incondicionais terão direito a uma dose de areia a meio da jornada. Para encontrar o oásis, a paciência será a melhor aliada dos pilotos - a pista final não tem ratoeiras, desde que os olhos vão bem abertos. O panorama que aguarda os concorrentes merece-o bem. Em Tichit, os veículos de assistência não são admitidos.

TICHIT - NEMA

Etapa 9 – 15 de Janeiro
Ligação: 0 KM - Especial: 494 KM - Ligação: 3 KM

Procurar o rasto
Este grande pedaço de deserto pode parecer indigesto. Encontramo-nos numa das grandes clássicas do Dakar, revisitada e melhorada para a ocasião. Os pontos de referência são raríssimos e têm a palavra os navegadores mais finos. Atingir Nema de dia é já uma vitória, porque de noite as horas contam a dobrar.

MALI

Cores diferentes, materiais diferentes, exigências diferentes. Fora do Sara e dos seus cordões de dunas, a velocidade média regista um aumento muito sensível. Na savana, também é possível começar a guardar as pás e as calhas de desatascar. Mas atenção, porque há nova viragem na Mauritânia depois de se ter visto Tombuctu.

NEMA - TOMBOUCTOU

Etapa 10 – 16 de Janeiro
Ligação: 10 KM - Especial: 516 KM - Ligação: 89 KM

Reencontros
Ponto de passagem regular nos anos oitenta, Tombouctou deixou de acolher o Dakar desde 1999. Para esta incursão em território do Mali, os pilotos terão de fazer prova de agilidade. O fesh-fesh, tão cansativo para a mecânica como para os olhos e o moral, faz parte do jogo desta especial. À cabeça da corrida, poderá haver boas oportunidades para os ases do volente, mas na condição de preservarem as máquinas, visto que os veículos de assistência permanecem em Nema.

TOMBOUCTOU - NEMA

Etapa 11 – 17 de Janeiro
Ligação: 8 KM - Especial: 571 KM - Ligação: 11 KM

Mauritânia, II acto
Os concorrentes terão na véspera uma boa descrição daquilo que os espera nesta etapa. O regresso deste circuito entre Tombouctou e Nema será bem mais exigente do que a ida. No programa, 576 quilómetros de especial em pistas de areia marcadas e muito técnicas.
Atenção a esta sequência de dificuldades que os pilotos só poderão vencer a velocidade reduzida. No entanto, uma coisa é certa: serão muitos a chegar ao acampamento já depois do anoitecer.

NEMA - KAYES

Etapa 12 – 18 de Janeiro
Ligação: 372 KM - Especial: 257 KM - Ligação: 117 KM

Mudança de ambiente
Quem for de natureza nostálgica pode verter uma lágrima, porque neste ano não voltará a ver dunas. A especial do dia disputa-se unicamente em pistas. Do deserto passa-se agora à savana, até com algumas travessias de florestas. É tempo de voltar à condução rápida em vias estreitas.

SENEGAL

O Senegal é a euforia da libertação para os concorrentes que lá chegam. É igualmente uma lição de humildade e de paciência. A certeza de ter passado os principais obstáculos não deve obscurecer a vigilância. À cabeça da corrida, as reviravoltas de pontuação ainda são autorizadas até ao fim da 14ª etapa, onde serão declarados os vencedores nas diferentes categorias. O dia do Lago Rose será dedicado à celebração e ao espectáculo.

KAYES - TAMBACOUNDA

Etapa 13 – 19 de Janeiro
Ligação: 180 KM - Especial: 260 KM - Ligação: 18 KM

Andar como caranguejo
Os adeptos da derrapagem vão delirar. Nestas pistas de laterita, o interesse do exercício reside no controlo das máquinas. A cumplicidade entre pilotos e navegadores é também uma das paradas do dia. Para ver Tambacounda, será preciso pensar em abrandar e entrar no ritmo certo para penetrar entre os embondeiros.

TAMBACOUNDA - DAKAR

Etapa 14 – 20 de Janeiro
Ligação: 124 KM - Especial: 225 KM - Ligação: 227 KM

Encontrar Dakar!
É costume dizer que depois de atravessada a fronteira do Senegal já tudo foi feito. Ora isso é conhecer mal as possibilidades que ainda há até ao último dia para se subir na geral. Os que percorreram a penúltima etapa em 2006 têm consciência das dificuldades de orientação neste vespeiro.

DAKAR - DAKAR

Etapa 15 – 21 de Janeiro

Ligação: 36 kms – Especial: 16 kms – Ligação: 41 kms

Grande Prémio do Lago Rose
Depois de terem considerado a realização do Grande Prémio do Lago Rosa num circuito desenhado na praia do Senegal (sem contar para a classificação geral), a organização da prova decidiu recuperar o modelo tradicional, que será, no entanto, levado a cabo num percurso diferente dos anos anteriores. Assim, esta derradeira especial, que mantém o mesmo nome, vai contar com 16 quilómetros cronometrados. As classificações finais serão divulgadas após a conclusão desta etapa.

 
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