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Adélio Machado preparado para 2009

Uma desilusão total…

A 30ª edição do Euromilhões Lisboa-Dakar tornou-se na mais curta jornada de sempre na história da mais longa e dura prova de todo-o-terreno do mundo. Antes mesmo de sair para a estrada A Amaury Sports Organisation (ASO), promotor da prova, anunciou hoje a anulação do Lisboa-Dakar, por motivos de segurança, no que respeita às etapas na Mauritânia.

Para Adélio Machado, líder da Padock Competições – a maior estrutura privada de sempre ao longo dos 30 anos de competição com 6 carros inscritos, esta decisão deixou desalentados todos os pilotos da caravana que iria partir ás primeiras horas de amanhã – Sábado, para a primeira etapa da grande maratona: “Foi uma decisão difícil de aceitar, ninguém estava a contar com isto a um dia da partida do Dakar, acho que a resolução foi um pouco precipitada por parte da organização. Talvez pudessem solucionar o problema com o prolongar do percurso entre Portugal e Marrocos. Hoje acabou o Dakar, uma decisão um pouco prematura para uma prova deste calibre mas que teve de ser tomada, temos que estar unidos e solidários com os responsáveis deste grande acontecimento mundial” começou por salientar Adélio Machado.

Uma questão de segurança a que Adélio Machado não se mostrou surpreendido, face aos recentes acontecimentos na Mauritânia: “A Al-Qaida ameaçou directamente o Rali, o governo francês não se responsabiliza pelo que possa vir a acontecer e aconselhou vivamente que ninguém fosse ao Rali, principalmente cidadãos franceses, portanto como o Rali tem 80% de pessoas de nacionalidade francesas teremos que nos conformar com esta decisão”.

No aspecto desportivo ficam adiados os objectivos dos pilotos da Padock Competições, com metade das equipas a marcarem estreia na presente edição “Resta-nos aguardar com seriedade e acreditar nas decisões que vão ser tomadas pela organização. Lamento o facto de grande parte dos nossos pilotos não conhecerem pela primeira vez esta grande aventura, mas, vamos fazer fé que tudo se resolva em consenso, para que tanto os pilotos como patrocinadores, acarretem o mínimo de prejuízos. Quanto a mim, fica adiada a terceira participação consecutiva, mantendo-me solidário com a posição tomada pelos organizadores e entidades governamentais”, afirmou Adélio Machado preparando já uma nova investida para 2009 “Etienne Lavigne afirmou que gostaria de contar com toda a gente para o próximo ano, e, eu lá estarei de novo à partida. Será ainda muito cedo para começar a pensar nisso, mas faz parte do meu programa desportivo continuar a participar no Dakar” concluiu o patrão da Padock Competições.

Tendo em conta as actuais situações de tensão politica, a nível internacional, o assassinato de quatro turistas franceses, no passado dia 24 de Dezembro, atribuído a um ramo do Al-Qaida, no Magreb islâmico, e acima de tudo as ameaças, directas, lançadas contra a prova, por movimentos terroristas, a A.S.O. não podia tomar outra decisão que não fosse a “anulação da prova. A primeira responsabilidade da A.S.O. é a de garantir a segurança de todos: populações dos países atravessados, concorrentes amadores e profissionais, sejam eles franceses ou estrangeiros, elementos da assistência técnica, jornalistas, patrocinadores e colaboradores do rali. A A.S.O. reafirma que as questões de segurança não estão, não estiveram, nem nunca estarão em causa no rali Dakar” adiantou hoje o director da prova, Etienne Lavigne, justificando a anulação da prova de todo-o-terreno, que tinha início marcado para sábado “O Dakar é um símbolo e nada pode destruir os símbolos. A anulação da edição 2008 não coloca em causa o futuro do Dakar. Propor, em 2009, uma nova aventura a todos os amantes dos rali-raid é um desafio que a A.S.O. irá assumir nos próximos meses, fiel à sua presença e paixão pelo desporto”.

Padock Competições, 2008-01-04
 
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