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Elisabete Jacinto acompanha Dakar até final

Foram momentos dramáticos os que Elisabete Jacinto viveu na passada quarta feira, poucos quilómetros depois de ter arrancado para a quinta etapa do rali Dakar, competição de todo o terreno, que este ano se está a disputar na América do Sul. “Desde a segunda etapa que o Dakar se vinha tornado num inferno de pó. Era muito difícil ver dois palmos à frente do nariz, devido a extensas nuvens de pó levantadas pelo o carro ou o camião que seguia à nossa frente. Foi nesse contexto que se deu o acidente. Um Buggy abrandou numa zona de terreno muito instável e atascou. Nem vi nada. Só me apercebi que tinha batido em qualquer coisa. O toque não foi violento mas o Buggy começou a arder. Tentei recuar, mas o carro ficou preso ao nosso camião e veio atrás. Tentámos apagar o fogo, mas os extintores não foram suficientes. Foi tudo consumido pelas chamas”, explica Elisabete Jacinto.

Até essa altura da corrida a piloto do Team Oleoban MAN Portugal estava a ter um comportamento desportivo notável. “No primeiro dia de corrida fiz logo um 11º lugar. Foi o melhor resultado dos portugueses. Nos camiões nunca ninguém tinha pensado que eu conseguisse ser tão rápida e classificar-me junto do protótipos. Mais tarde o director desportivo da Kamaz veio dizer-me que estava a acompanhar a minha corrida e que todos os dias ia ver os meus resultados. O facto de ser mulher numa competição de homens tem grande impacto e na Rússia publicam várias fotos e entrevistas comigo”salienta Elisabete Jacinto que confessa não ter reconhecido Yvan Muller, campeão do mundo do WTCC, piloto do Buggy que ela se preparava para ultrapassar e que também foi obrigado a terminara a prova mais cedo.“Não sou nenhum expert em desporto motorizado e para mim era apenas um piloto que, tal como eu, estava em estado de choque, ao ver tudo a arder. Estava a dar o melhor de mim e sentia que podia fazer uma grande prova se não fosse o maldito pó. Estou convencida que este ano poderia ter terminado o rali nos 15 primeiros”, conta Elisabete Jacinto.

Agora, Elisabete Jacinto apanhou boleia num dos automóveis de imprensa e acompanha o dia a dia da prova.“Nunca tinha visto assim uma corrida. Gosto de reparar como os pilotos abordam cada situação e claro retenho muito mais nos camiões. Adoro ver a leveza com que os primeiros ultrapassam as dunas. É magnífico. No Bivouac tenho feito um papel de espião e já fui espreitar as evoluções técnicas dos principais camiões. Já aprendi muito”, explica a piloto que, para já, não que falar do futuro.

A2 Comunicação, 2009-01-13
 
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