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Mon, 22 Jan 2018
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Dakar 2004

 
 
Um balanço dos dias do Dakar

Elisabete retoma Saga Africana

Depois de semana e meia de prova, cheia de aventuras e muitas desventuras, Elisabete Jacinto que, aos comandos de um Kerax da equipa ibérica do Renault Trucks Trifene 200, vive uma das mais interessantes sagas do Dakar, faz um balanço da sua participação.

Segundo a mais internacional das pilotos portuguesas “nas etapas marroquinas andei depressa e bem. Não acho que tenha ultrapassado as minhas expectativas, mas apenas confirmei aquilo em que acreditava. Posso, e começo a saber, andar cada vez mais depressa aos comandos de um camião. Os tempos estão lá e não podem ser desmentidos. E tenho a certeza que ainda poderei ir mais longe no dia em que puder partir para cada etapa com o à vontade – com que cada vez mais equipas contam – de terem meios para substituírem material e fazerem uma revisão da sua máquina de forma profunda, à chegada cada noite ao bivouac”.

Já depois das etapas marroquinas, quando entraram na Mauritânia, “infelizmente deparámo-nos com algumas dificuldades na navegação. O Charly tem bastante experiência de África, mas nunca tinha feito uma prova de competição. Treinámos com road-book em Marrocos mas encontrar as pistas mais indicadas e ao mesmo tempo em ritmo de competição não foi fácil. O atraso no início da primeira etapa da Mauritânia levou-nos a ficar um pouco para trás e a encontrarmos muitas saídas de dunas já tapadas por carros “atascados” que temos de socorrer para podermos prosseguir o nosso caminho e o tempo vai-se acumulando. A juntar a isso tivemos a infelicidade de entrar num “chott”. A espera por ajuda demorou nada menos que três horas.”, comenta a piloto portuguesa.

Mas o pior de tudo, segundo Elisabete, foi o facto de Angel, o mecânico, “estar doente e em grande sofrimento. Uma situação que se agravou na última etapa já que os amortecedores do nosso camião se degradaram de tal forma que os solavancos no interior da cabine foram uma constante. Tive por um lado de lutar com uma situação que me obrigava a reduzir muito o andamento, numa etapa extremamente trabalhosa, e por outro lado lidar com o enorme sofrimento que todos esses saltos provocavam no nosso mecânico” lamenta.

E, como um mal nunca vem só, “o estado de Angel, aliado ao facto de na etapa da véspera termos chegado às quatro da manhã, fez com que não revíssemos o camião. Foi já no meio da especial que tivemos de parar para mudar o filtro de ar, que já estava a provocar uma diminuição da potência no motor. A isto junta-se uma série infindável de pequenas situações que nos foram acontecendo ao longo destes dias, onde pelo facto de estarmos na última parte do pelotão, passámos por verdadeiros campos de batalha onde jaziam os carros, motos e camiões que foram ficando pelo caminho”.

Depois de três dias sem competição, Angel está a melhorar. O camião Renault Trucks também foi revisto e a mítica prova africana recomeça amanhã com a disputa de um sector selectivo de 213 quilómetros.

A2 Comunicação, 2004-01-12
 
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