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Sun, 21 Oct 2018
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Dakar 2004

 
 
Elisabete revoltada e desanimada

Companheiros de equipa não “alinham” na competição

Tanto ou mais do que fisicamente, o Dakar é uma prova que envolve uma componente psicológica muito grande. Nesta edição de 2004, Elisabete Jacinto tem sentido na pele a força dessa situação e no final da etapa de ontem teve necessidade de desabafar.

Depois de um início de etapa brilhante onde ultrapassou 17 camiões para registar um notável 14º tempo em CP2, instalado ao quilómetro 320 “os meus parceiros de equipa entenderam que já estavam cansados e exigiram uma paragem para um “xixi”. Tudo feito na maiores das calmas. Dali até ao final foi um calvário de atitudes surrealistas. Eu sei por experiência própria a dureza desta prova. Mas também sei que nada se compara quando feita de moto. Aqui é quase um luxo. Também sei que o nosso principal objectivo é chegar ao fim e isso estou convicta de ir conseguir. Agora, bolas!, estou numa competição, treinei-me afincadamente, física e tecnicamente, proporcionaram-me as condições para poder andar depressa e estou a ser completamente manietada por uma tripulação que fez uma opção errada ao enveredar por esta aventura e não está disposta a ajudar-me. Durante vários dias não quis tocar neste assunto, esforcei-me por os incentivar a ter outra atitude e sempre esperei que depois do dia de descanso a situação se alterasse. Furámos durante a etapa e demorámos o dobro do tempo do que no primeiro treino onde estávamos a aprender. Quase que tive de pedir por favor. Eu estava a lutar por um resultado que sinto está ao meu alcance. Acho que não mereço esta desconsideração. Infelizmente já sei com o que vou contar até ao final da prova, mas também já sei que posso fazer muito melhor e hei-de voltar acompanhada de gente capaz”.

Um desabafo de uma Elisabete triste e desconsolada, à beira de cumprir a meta de chegar ao Dakar aos comandos de um camião mas nada habituada a ver os seus esforços travados por situações que fogem ao seu controle.

Hoje Elisabete terá pela frente a terrível «herbe à chameaux» e, ao longo de 200 km, uma pista fora-de-estrada muito difícil. Esta especial vai implicar simultaneamente uma boa navegação e atravessar as dunas de Amoukrouz imediatamente antes do final da etapa.

A2 Comunicação, 2004-01-16
 
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