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Thu, 19 Apr 2018
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Dakar 2005

 
 
Elisabete chega amanhã a Lisboa

Trago na bagagem muitas histórias e ... mais um Dakar

Depois de cumprida mais uma participação no Dakar, Elisabete Jacinto regressa amanhã a Lisboa onde deverá chegar pelas 7h30m proveniente da capital do Senegal no voo TAP 210.

Pela sétima vez, quatro em moto e três em camião, Elisabete Jacinto disputou a mais importante competição de desportos motorizados do planeta. Na bagagem trás mais uma proeza. Se na ano passado conseguiu estar pela primeira vez no final da prova aos comandos de um camião, um feito nunca antes alcançado por uma mulher, este ano confirmou todas as suas capacidades numa edição da prova marcada por uma extrema dureza e onde apenas 45% dos concorrentes lograram concluir os mais de 9000 quilómetros de percurso.

Desta edição de 2005, Elisabete Jacinto faz um balanço bastante positivo e aponta já baterias em relação ao futuro. “Estou bastante satisfeita por ter terminado. Foi uma prova muito dura, particularmente para os camiões já que a lentidão de alguns percursos nos obrigavam a dormir muito pouco e a conduzir quase 20 horas por dia. Este ano tive uma excelente equipa. Tanto o Olivier como o Rui tiveram um espectacular espírito de sacrifício e empenharam-se em proporcionar à equipa o melhor resultado possível” explica a piloto portuguesa que adianta ainda “não era bem este o resultado que eu esperava já que a minha meta era um lugar entre os 15/20 primeiros. Fomos 24º mas tal ficou a dever-se a um rol de pequenas coisas que, se virmos bem, são compreensíveis. Estamos com uma equipa - a Renault Trcuks - que apenas disputa esta prova a nível oficial pela segunda vez. Foi feito um grande esforço de desenvolvimento mas nem tudo resultou. Todavia outras equipas estão cá há muitos anos e nem sempre tudo lhes sai bem. O nosso principal problema foram os amortecedores. Não é fácil pegar num excelente camião de "obra" e fazer dele um puro sangue de corrida, mas voltámos a provar a sua fiabilidade e isso era o mais importante”.

Planos para o futuro estão já a ser ultimados mas “conto em 2006 voltar a estar no Dakar. A Renault está muito satisfeita e da minha parte só lhes posso agradecer todo o apoio e a confiança que têm depositado em mim. Conto também renovar o apoio da Trifene 200 que têm sido o garante da minha carreira desportiva. Sei que todos estão satisfeitos pelo que, se da minha parte gostaria de ter sido um bocado mais bafejada pela sorte e ter ficado uns furos mais acima na classificação geral, temos ainda mais provas pela frente para o conseguir. De agora em diante os desafios não são apenas terminar, nem ser a primeira senhora, mas sinto-me com muita força e com uma técnica cada vez mais apurada para defrontar os homens numa competição, esta dos camiões, onde eles não estão habituados a terem uma senhora a intrometer-se na luta por bons resultados. Essa é cada vez mais a minha meta”.

A2 Comunicação, 2005-01-19
 
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