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Dakar 2005

 
 
O Percurso

Espanha

Depois de Granada ter sido o palco para o arranque de três edições (95, 96 e 99) da mais mítica prova de Todo-o-Terreno do Mundo, o Dakar, Espanha volta agora a ser o ponto de partida desta prova que é uma verdadeira aventura e um desafio único às capacidades do homem e das máquinas. Desta feita, os pilotos arrancarão de Barcelona rumo ao coração de África e tendo como objectivo as margens do Lago Rosa, em Dakar, Senegal, onde chegam a 16 de Janeiro.

1ª Etapa: Barcelona – Barcelona

Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2004
Ligação: 6 km – Especial: 4 km – Ligação: 8 km
Total: 18 km

Desenhada na praia, esta será a primeira vez que a Super Especial servirá, não apenas para determinar a ordem de partida, mas também para a classificação geral da prova. Um motivo acrescido para utilização de alguma cautela por parte dos pilotos ao longo dos 4 km cronometrados, pois um azar poderá ditar uma forte desvantagem classificativa logo desde início.
Motos e camiões ficam de fora nesta tirada.

2ª Etapa: Barcelona – Granada

Sábado, 1 de Janeiro de 2005
Ligação: 919 km
Total: 919 km

Depois da cerimónia de apresentação dos pilotos no pódio localizado na Praça de Espanha (no sopé do Montjuic), a caravana do Telefónica/Dakar 2005 vai deparar-se com as primeiras dificuldades. Mesmo sem competição, os pilotos têm pela frente uma longa ligação até a Granada que, para muitos, servirá também de teste. A maior parte do percurso será efectuada por auto-estrada, sendo a única excepção uma saída para almoço e o Check Point (CP) em Castellon, outra cidade tradicional na rota do Dakar. As motos têm, obrigatoriamente, de fazer a ligação a rolar.

Marrocos

A chegada a Africa. Para muitos pilotos é já um ponto alto da prova: uma vez passado o estreito de Gibraltar o verdadeiro desafio do Dakar começa a ganhar forma. As primeiras pistas, as primeiras dunas e também as primeiras armadilhas começam a surgir no programa. Considerar esta parte do rali uma fase de transição é um erro.
Uma falha na navegação pode resultar na perda das esperanças numa vitória final mesmo para os melhores pilotos, isto enquanto os estreantes conhecem as primeiras agruras.

3ª Etapa: Granada – Rabat

Domingo, 2 de Janeiro de 2005
Ligação: 6 km – Especial: 10 km – Ligação: 507 km
Total: 523 km

Antes ainda de deixarem Espanha, os pilotos vão ter ultrapassar uma derradeira especial de 10 km no Velho Continente. Rápida e espectacular, esta tirada realiza-se num terreno militar próximo de Granada. A ligação para Algeciras, local onde embarcam rumo ao Continente Negro, inclui um controle em Anquetera. Após a travessia de barco os pilotos encontram uma primeira fase africana rolante, com uma tirada de auto-estrada de Tanger até Rabat, cidade onde o fim poderá ser tardio para alguns. Esta será a quarta vez que o Dakar monta acampamento na capital marroquina, depois de o ter feito nas edições de 1994, 1999 e 2002.

4ª Etapa: Rabat – Agadir

Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2005
Ligação: 122 km – Especial: 123 km – Ligação: 421 km
Total: 666 km

A curta ligação vai levar os pilotos até ao início da primeira especial africana. Nova em cerca de 70% do seu percurso, esta tirada traz várias armadilhas. A primeira parte, desenhada ao longo de um sobral, vai servir para o especialistas de Ralis porem em prática as suas capacidades de condução. Posto isto, e apesar da areia do deserto ainda estar longe, começam a surgir os primeiros problemas de navegação. Há muitas mudanças de rumo numa paisagem escassa em pontos de referência, pelo que os concorrentes, mesmo os mais experientes, deverão certamente perder algum tempo aqui. Antes de chegarem a Agadir, o Portão para o Sul, há ainda que cumprir 430 km de ligação.

5ª Etapa: Agadir – Smara

Terça-feira, 4 de Janeiro de 2005
Ligação: 240 km – Especial: 381 km – Ligação: 33 km
Total: 645 km

Antes de atacarem a primeira Especial longa, os concorrentes vão poder contar com uma “sessão de aquecimento” em asfalto até Guelmin. O início da Especial, entre montes, permite elevadas velocidades, mas as pistas muito pedregosas que se seguem obrigam a redução de andamento. O nível de dificuldade começará também a crescer aqui. O resto da Especial será uma alternância entre zonas rápidas e lentas num percurso predominantemente sinuoso. Esta segunda parte, nunca utilizada pelos concorrentes antes, terminará no longo “chott”. A partir desta etapa as classificações dos pilotos podem começar a mudar e a liderança a definir-se.

Mauritânia

A passagem pela Mauritânia é, por tradição, um ponto de viragem no Dakar. O resultado da prova é muitas vezes decidido nas escaldantes areias mauritanas, que fazem parte da competição desde 1983. Contudo, estas sublimes e ondulantes paisagens não devem levar os concorrentes a esquecer o quão importante é continuarem concentrados na navegação. Entre Tichit, Tidjikja, Zouérat e Atar, onde os bivouacs serão montados durante três dias, incluindo o de descanso, as diferenças entre os concorrentes podem esticar-se às horas e mesmo os líderes podem ser autores de algumas desilusões. Por exemplo, foi em Tidjikja em 2004, depois de mais de uma hora perdido, que Cyril Despres chegou à conclusão que o sonho de vencer a prova teria de esperar mais um pouco até que se concretizasse.

6ª Etapa: Smara – Zouérat

Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2005
Ligação: 121 km – Especial: 492 km – Ligação: 9 km
Total: 622 km

As qualidades dos pilotos para atravessarem as dunas e para navegarem serão o aspecto mais importante nesta tirada. Depois de pouco mais de 100 km de ligação por pista até à fronteira da Mauritânia, os pilotos iniciarão a Especial com uma zona rápida ao longo dos últimos restos de areia lisa. Seguem-se zonas rápidas salpicadas por campos de dunas com intervalos de 1 km. Os veículos de assistência seguem a rota dos concorrentes ao longo de 100 km.

7ª Etapa: Zouérat – Tichit (Maratona)

Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2005
Ligação: 9 km – Especial: 660 km
Total: 669 km

Os participantes habituais do Dakar não poderão utilizar o seu grande conhecimento da região, já que a maior parte da rota este ano é nova. Até à difícil passagem de El Ghallâouîya, situada entre dois picos, os pilotos vão atravessar planícies e algumas zonas de dunas. O programa passará então a consistir na passagem do El Mrayer, o “espelho”, uma série de pequenos ergs, seguindo-se cerca de 100 km de erva de camelo e terminando com a necessidade de encontrar a passagem, a única forma de se chegar ao oásis de Tichit! No final apenas são permitidos refrescos; os veículos vão directos para Parque Fechado. As verdadeiras etapas “Maratona” regressão, assim, ao programa do Dakar.
As motos largam em linha, em grupos de 20 pilotos cada.

8ª Etapa: Tichit – Tidjikja

Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2005
Especial: 520 km – Ligação: 18 km
Total: 538 km

Esta etapa é um verdadeiro “best of”. Aqui os pilotos encontrarão várias tiradas incluídas nas melhores Especiais corridas na região ao longo dos últimos 20 anos. Os concorrentes vão ter areia, areia e mais areia… Mas da mesma forma que terão de passar muitas dunas, terão também difíceis passagens para encontrar e para as quais os pilotos que necessitem podem pedir os códigos de desbloqueio do GPS. Depois de escalarem a passagem de Nega, que cada ano se torna mais difícil, os pilotos têm de seguir uma pista pedregosa e sinuosa até Tidjikja.

9ª Etapa: Tidjikja – Atâr

Sábado, 8 de Janeiro de 2005
Ligação: 3 km – Especial: 361 km – Ligação: 35 km
Total: 399 km

Este derradeiro dia de prova antes do descanso dos guerreiros será o local perfeito para os entusiastas da condução, já que aqui estará no seu elemento. Os 300 km de pista serão muito rápidos, isto apesar do final ser marcado por algumas dificuldades. A 20 km do final os pilotos vão-se deparar com o sopé do imenso e mítico erg de Chinguetti. Atravessar as dunas terá de ser feito com cautela, sem exageros, para que se consiga chegar ao bivouac rapidamente. Isto porque, com mais de uma semana de prova todas as horas de descanso contam. Esta etapa foi traçada para que os amadores consigam chegar ao acampamento o mais cedo possível para desfrutarem do dia de descanso.

Dia de descanso: Atâr

Domingo, 9 de Janeiro de 2005

Atâr, capital da região de Adrar, foi fundada no século XVII por uma tribo de Chinguetti. Com o passar do tempo foi-se tornando um importante ponto estratégico e uma das principais etapas da rota do Sahara. O centro da cidade é recheado de jardins de palmeiras, enquanto a cidade velha, construída em volta de vielas sinuosas conta com um mercado de artesanato na praça dos Forgerons. Este é o local ideal para se encontrarem os produtos tradicionais da região de Adrar: couro, tapetes, jóias de prata, sandálias e muito mais.

10ª Etapa: Atar – Atar

Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2005
Ligação: 8 km – Especial: 483 km – Ligação: 8 km
Total: 499 km

Normalmente os pilotos contam com um início de Especial suave no dia seguinte ao descanso. Contudo, este ano não será o caso! Esta Especial em loop é a mais difícil de todo o rali em termos de travessia de dunas. No início da Especial, um erg de 40 km vai filtrar os concorrentes, seguindo-se a exigente escalada até à passagem de Thaga. Um mar de areia e numerosos campos de dunas vão animar a rota até ao erg de El Beyyed: mais 40 km de dunas ininterruptos onde os concorrentes encontrarão algumas das mais difíceis travessias de sempre. No regresso tudo será mais fácil através dos 200 km de planícies do “chott” de Sebkhet Chemchâm.

11ª Etapa: Atar – Kiffa

Terça-feira, 11 de Janeiro de 2005
Ligação: 34 km – Especial: 656 km – Ligação: 5 km
Total: 695 km

Para celebrar em estilo a partida de Atar e o último dia na Mauritânia, os pilotos realizam uma longa Especial de 600 km. A primeira metade, em direcção a Tidjikja através do Pic de Bou Naga, inclui muitas travessias de dunas de areia muito macia: é preciso ter em atenção dos consumos. Segue-se então uma nova pista pelos vales do maciço de Tagant, cruzando-se o soberbo oásis de Ksar el Barka antes de regressarem à pedregosa pista que leva à passagem de Nega, desta feita a ser efectuada em sentido descendente. Os derradeiros 150 km são rápidos, mas os motards terão de prestar atenção aos trilhos deixados pelos camiões nesta pista arenosa.

Mali

País regularmente atravessado pelo Dakar nos últimos 25 anos, o Mali é o portão de entrada para a África Ocidental. Fazendo fronteira com sete países, o Mali é uma verdadeira encruzilhada de rotas e os concorrentes vão-se deparar com uma inevitável mudança de paisagem e hábitos de vida. Depois da travessia de desertos abertos, o rali chega agora às rápidas pistas da África Negra, local onde a técnica e experiência de condução são as principais chaves para o sucesso.

12ª Etapa: Kiffa – Bamako (Maratona)

Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2005
Ligação: 25 km – Especial: 586 km – Ligação: 208 km
Total: 819 km

A chegada a Sahelian é marcada por pistas rápidas rodeadas de vegetação. A escassês de pontos de referência torna a navegação um assunto delicado no primeiro terço da Especial, a parte que leva os pilotos até à fronteira com o Mali. Segue-se a travessia de numerosas aldeias onde os pilotos são obrigados a reduzir a velocidade para não perigarem a segurança das populações. Depois de Nioro os concorrentes vão encontrar pistas estreitas de laterite que tornam as ultrapassagens muito difíceis. Também vão ter de atravessar os primeiros rios e talvez mesmo encontrar alguns animais. Em Bamako, os veículos serão colocados uma vez mais em Parque Fechado e as intervenções mecânicas não serão permitidas.

13ª Etapa: Bamako – Kayes

Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2005
Ligação: 205 km – Especial: 370 km – Ligação: 93 km
Total: 668 km

Desde o início da Especial até à barragem de Manantali a pista de laterite é larga e permite uma condução rápida e mais ao estilo dos ralis. Mas os restantes 150 km trazem consigo o regresso da paisagem de mato onde a pista se torna amiúde uma mera passagem pelo meio de matagais e no meio de nenhures. Os especialistas de motocross serão, certamente, os mais confiantes na travessia dos montes de Tambaoura. O final da Especial será em Sadiola, uma pequena aldeia do Mali conhecida pela sua mina de ouro a céu aberto.

Senegal

Há algo de mágico no que toca à passagem pelo Senegal. Tudo se combina para que assim seja. A euforia da chegada dos concorrentes nunca deixa de gerar enorme entusiasmo entre o público da nação Terang, uma cena de hospitalidade muito particular do povo senegalês. Mas o Senegal é também uma grande lição em humildade e paciência. Se o Lago Rosa é o local ideal para pôr fim a duas semanas de aventura desgastante e inolvidável, as derradeiras tiradas da prova nem sempre são as mais fáceis. Um erro de condução ou um problema mecânico podem resultar no “morrer na praia”.

14ª Etapa: Kayes – Tambacounda

Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2005
Ligação: 93 km – Especial: 529 km – Ligação: 8 Km
Total: 630 km

Esta etapa tem o seu início em Sadiola, ainda no Mali, dirigindo-se para sul ao longo da costa do Senegal. A pista de laterite fica gradualmente mais estreita levando os pilotos a uma paisagem de savana perto de Satadougou. Aqui o rali atravessará o rio Falémé, que na memória dos mais velhos continua a ser um local histórico, já que foi no início o ponto de chegado do Rali ao Senegal e também o fim. A pista que ruma a Tambacounda alterna paisagens de mato, travessia de aldeias e rápidas passagens por riachos em território Soninké.

15ª Etapa: Tambacounda – Dakar

Sábado, 15 de Janeiro de 2005
Ligação: 108 km – Especial: 225 km – Ligação: 236 km
Total: 569 km

Os concorrentes regressão ao asfalto para os cerca de 100 km de ligação que os levam ao início da Especial. Esta é uma rota para especialistas de condução que ainda tenham alguma energia. Deixamos a floresta tropical para entrarmos definitivamente na savana, a paisagem ilumina-se com o passar dos quilómetros, mas os pontos de referência continuam a ser difíceis de encontrar. Depois da Especial há ainda uma ligação de 200 km pelo Senegal para ser saboreada com calma para segurança e desfrute dos pilotos. Uma noite sem bivouac. O Parque de Assistência situa-se no perímetro do hotel Méridien.

16ª Etapa: Dakar – Dakar

Domingo, 16 de Janeiro de 2005
Ligação: 37 km – Especial: 31 km
Total: 68 km

Tirando meia dúzia de pilotos que poderão ainda trocar de posições, e por isso interessados em ganhar alguns segundos, o resultado final já está decidido. Este ano o final reencontra-se com a tradição. Haverá uma partida em linha para a Especial na praia: grupos de 20 para as motos e de dois para carros e camiões. Por isso é necessária cautela no final do percurso quando for necessário atravessar as dunas, ao que se segue a tradicional passagem em volta do Lago Rosa perante milhares de pessoas que se congregam no local para aplaudir os seus heróis! Depois da cerimónia no pódio e da entrega de prémios regressarão todos em comboio ao hotel Méridien.
A aventura termina com um festa para todos os participantes no Club Med.

GateKeepers, 2004-12-17
 
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