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Tue, 23 Jan 2018
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Marc Coma garante primeira vitória no Dakar

Jordi Viladoms abandona depois de forte queda, mas piloto sai ileso. A última Etapa foi neutralizada por causa dos acidentes com espectadores nos últimos dois dias.

Ontem à noite já Marc Coma antevia uma tirada difícil hoje e assim foi. Apesar da incredulidade de muitos, o segundo piloto espanhol a vencer o Dakar de moto – Nani Roma, agora na Repsol Mitsubishi Ralliart, foi o primeiro a fazê-lo em 2004 – não se enganou. E tal ficou provado hoje quando foram vários os pilotos a perderem-se ao longo da Especial, alguns deles classificados entre os dez primeiros da geral, cedendo mais de meia hora para o vencedor da tirada, o gaulês David Fretigné.

Marc Coma, a um passo de um título histórico na sua crescente carreira desportiva, soube manter a cabeça fria apesar de se ter perdido como o resto dos seus companheiros, concluindo a Especial em segundo e a poucas décimas de segundo de Fretigné. Giovani Sala, que se perdeu e cedeu 49 minutos, manteve a terceira posição da geral, um prémio justo para o excelente Dakar que levou a cabo e no qual prestou precioso apoio a Marc Coma sem deixar de se mostrar muito competitivo. De Garvado, que também perdeu 33 minutos, também se mantém sólido na quinta posição da geral.

A penúltima Etapa do rali contava com um total de 634 km, 254 dos quais contra o cronómetro, entre Tambacounda e Dakar. Não foi uma tirada fácil já que os participantes regressaram à zona de sahel, o que se traduz por muitas pistas em todas as direcções dificultando a navegação.

O lado negativo da Etapa foi a queda e consequente desistência de Jordi Viladoms que estava a realizar uma excelente prova e se encontrava em 13º da geral. A queda deu-se a pouco mais de 100 km do final. Claramente um fim injusto para o jovem espanhol e a sua brilhante prestação.

Viladoms, que está a ser observado no hospital de Dakar, conta com a companhia do Dr. Xavier Mir que já fez saber que o “Jordi está bem. Cremos que dentro de algumas horas já poderá regressar ao hotel, apesar de requerer alguma atenção. Fizemos exames à cervical e ao cérebro e detectámos um traumatismo craniano recuperado e uma contusão cervical. Além disso, fizemos uma ressonância e diagnosticámos uma rotura de um músculo da perna direita. Está um pouco desanimado com o que se passou, mas felizmente está bem e isso é o mais importante. Não se lembra do que aconteceu no acidente, nem por que motivo caiu. ”.


Delcarações

Marc Coma:“Foi um dia difícil, principalmente no que toca à navegação. A verdade é que ontem, quando me diziam que a prova estava terminada, que estávamos praticamente em Dakar, eu disse que ainda não estávamos em Dakar, que era preciso esperar porque a etapa de hoje era complicada. Olharam todos de lado para mim, mas hoje viram que tinha razão. Foi positivo, mesmo assim houve alguns quilómetros de navegação crítica. Felizmente já estamos em Dakar e prontos para o final. É trágico o Dakar terminar assim, lamento muito a morte dos espectadores. Estamos muito perto da vitória, mas a prudência obriga a esperar pelo pódio amanhã, mesmo com a etapa a não ser cronometrada. ”

Carlo De Gavardo:“A especial de hoje foi muito rápida e entramos cada vez mais na savana, por entre árvores, pelo que havia algum perigo. Também havia muitas aldeias e era preciso ter muito cuidado com o limite de velocidade para não penalizarmos. Houve um momento em que mudei de CAP, mas a pista estava marcada por outro lado. Segui essas marcas durante um bocado e perdi bastante tempo à procura da pista correcta. Foi uma despedida da prova muito emocionante porque não sabia como estavam os tempos dos meus mais directos rivais como o Ullevalseter. Quando cheguei à meta ela tinha passado há um minuto, ele também se tinha perdido. A queda do Jordi Viladoms foi uma grande pena, espero que não seja nada de grave. ”

Giovanni Sala: “Um dia complicado. De início esperei pelo Marc para rodarmos juntos. Fizemos muitos quilómetros assim, mas à saída de uma povoação seguimos o azimute 270 como indicava o road book, mas tinha um truque porque primeiro devíamos seguir o 250 para encontrar a pista certa. Nessa altura não estava com o Marc porque havia muito pó. Eles perderam-se um pouco, mas voltaram ao caminho certo rapidamente, enquanto eu me perdi por completo. Decidi voltar atrás até à aldeia e ver onde estava o problema. No final dei com ele, mas perdi muito tempo. Já na pista certa encontrei-me com muitos pilotos que tive de ultrapassar por entre o pó e corri vários riscos. Cheguei à meta, mas perdi uns 20 minutos. ”


Classificações:
Motos – 14ª Etapa
1. D. Fretigné (Yamaha) 3h 16m 59s
2. M. Coma (KTM) 3h 17m 32s
3. Farrés (Yamaha) 3h 33m 58s
4. Vinters (KTM) 3h 39m 56s
5. Verhoven (Yamaha) 3h 40m 53s
22. C. De Gavardo (KTM) 3h 50m 03s
53. G. Sala (KTM) 4h 06m 40s
Geral Motos:
1. M. Coma (KTM) 55h 27m 17s
2. C. Després (KTM) a 1h 13m 29s
3. G. Sala (KTM) a 2h 29m 48s
4. C. Blais (KTM) a 2h 36m 18s
5. C. De Gavardo (KTM) a 2h 22m 47s

GateKeepers, 2006-01-15
 
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