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O príncipe Marc Coma é coroado novo Rei do Dakar

Com a vitória no Lisboa Dakar 2006, o jovem piloto Repsol culmina uma temporada memorável além de conseguir realizar um sonho antigo

Com 29 anos, Marc Coma acumula êxitos a uma velocidade recorde já possuindo um palmarés extraordinário. As suas qualidades como piloto levaram-no a ingressar no mundo do enduro e, depois de ter tido sucesso nos raids, o piloto logrou no passado mês de Novembro obter o título de Campeão Mundial de Rallies Cross Country. Nessa altura, o pupilo de Jordi Arcarons na equipa Repsol KTM, apenas tinha mais um objectivo por alcançar: o Dakar. Partia como um dos favoritos e, após quinze dias de árdua competição e um ou outro dissabor, Coma cumpriu os prognósticos ao vencer a 28ª edição do rali mais duro do Mundo.

Como vês a tua prestação nesta prova?
Começamos em Portugal com duas Etapas muito longas, mais do que é habitual na Europa, sem medo mas com algum respeito. A nossa moto era mais pesada do que as outras e o terreno não nos era favorável, mas terminámos satisfeitos. Vimos que havíamos andado a bom ritmo. Depois entrámos em Marrocos, que é sempre difícil e complicado, já que castiga muito as mecânicas e os pilotos. Houve a primeira selecção vimos quem seriam os candidatos á vitória. Sabíamos que seria na Mauritânia onde a corrida se decidiria e assim foi. Não que ficasse sentenciado, mas foi onde o Ciryl e o Isidre sofreram quedas e com isso a corrida estava praticamente decidida. Mas ainda faltava a Guiné e o Senegal, onde as Etapas foram complicadas, mas a grande selecção já estava feita e vimos que podíamos conseguir o nosso objectivo. Que era a chegada ao Lago Rosa em primeiro lugar e como tal foi um sonho tornado realidade.

Nos últimos dias mantiveste-te fechado no teu mundo e apenas tinhas contacto com o Jordi Arcarons. A concentração era vital.
O rali foi complicado, sobretudo no que toca à navegação, com os way points, os radares, a limitação de velocidade... isso fazia com que tivéssemos de estar muito concentrados sem que permitisse a mínima desconcentração. Por isso tentar estar sempre a 100% e o Jordi ajudou-me muito nisso. Estou-lhe imensamente agradecido.

Qual foi o momento mais complicado do Dakar?
Houve momentos muito difíceis mas sem dúvida que a perda do Andy foi terrível. O Dakar tem momentos para tudo, mas estou satisfeito com a forma como soubemos reagir.

Não contando a vitória, qual o momento mais agradável que guardas deste Dakar?
A Etapa com chegada a Atar, na Mauritânia. Estive na frente de início ao fim, navegando sozinho. Era uma Etapa muito complicada e estou muito contente com a forma com consegui resolver esse problema. No final foi uma pena que a mousse tivesse rompido e com isso perdemos a vitória na Etapa. Mas o nosso objectivo era o rali e não as vitórias nas Etapas.

Sentiste pânico em algum momento?
Não. Ontem tivemos uma situação complicada porque nos perdemos um pouco, mas também não foi razão para pânicos.

Sentiste pressão desde que passaste a liderar a prova?
Houve pressão desde o primeiro dia. A partir do momento em que traças como objectivo vencer a pressão existe. O segredo está em saber dar a volta a essa questão.

Como vês as prestações dos teus colegas de equipa. O De Gavardo por exemplo?
Foi pena ter sido penalizado porque fez uma corrida fantástica. Felicito-o. Nos primeiros dias fiquei surpreendido com o ritmo que estava a impor, ainda que depois tenha cometido alguns erros que lhe saíram caros.

Giovanni Sala
É muito bom que o meu “mochileiro” tenha conseguido ser terceiro. Isso por si só já diz muito. Merece-o não só como piloto mas também como pessoa. Estou-lhe muito agradecido por tudo o que fez. Não sei se vai abandonar, espero que não. Merecia um resultado assim em África; o seu melhor resultado até ao momento tinha sido um sexto lugar.

E o estreante Jordi Viladoms.
Creio que foi em crescendo desde o início. Amadureceu muito como piloto e foi pena que ontem tenha caído tão perto do final. Mas vendo a coisa pelo lado positivo, creio que foi uma experiência muito enriquecedora e que é melhor que isto lhe tivesse acontecido agora do que quando tiver de apresentar resultados. Fez quase todas as Etapas deste Dakar e isso fê-lo crescer como piloto. Estou certo que um dia conseguirá a vitória.

O que significa para ti o Jordi Arcarons?
Foi muito importante neste rali, como sempre, e este resultado que consegui, devo-o a ele em grande medida.

O que diferencia a equipa Repsol KTM?
Se há algo que nos diferencia do resto, é a equipa humana que temos ao nosso redor. Mais que uma equipa, somos como uma família, um grupo de amigos em que cada um tem muito claro qual é a sua função. Isso dá-nos uma margem sobre as outras equipas.

Um ex colega teu, o Nani Roma, também conseguiu subir ao pódio nos carros.
Estou muito contente por ele, porque além de um bom amigo, é um maestro. O Nani abriu uma porta que vamos tentar manter aberta. Deixou uma estrela que iluminará o caminho do próximo que se lhe seguir.

GateKeepers, 2006-01-15
 
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