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Sat, 20 Oct 2018
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O Percurso

PORTUGAL - ESPANHA

Pela sua posição geográfica, que constitui um traço de união entre a Europa e a África, Portugal tinha naturalmente vocação para receber o Dakar. As semanas passadas na confecção do percurso permitiram-nos descobrir que a região tem ainda para oferecer muito mais que um sumptuoso quadro para a grande partida. Depois de aproveitar a serenidade de Lisboa, será de imediato questão de desporto, de competição, de autêntico rali raid. Este ano, não haverá um prólogo, mas o espectáculo estará realmente presente. As duas especiais portuguesas serão dignas das grandes horas da Baja de mesmo nome. Mas cuidado com as máquinas, pois estamos apenas no começo do rali.

LISBOA - PORTIMAO

Etapa 1 – 31 de Dezembro de 2005
Ligação: 186 KM - Especial: 83 KM - Ligação: 101

As pistas do Alentejo
Terminar a preparação da máquina e testar as suas capacidades em condições de corrida são os exercícios habituais na Europa. Pela primeira vez, os concorrentes também devem treinar-se com a navegação. As pistas, bastante rolantes, permitem à vontade a pilotagem, mas as inúmeras mudanças de direcção constituem outras tantas armadilhas. Na noite do réveillon, já haverá uma verdadeira classificação geral.

PORTIMÃO - MALAGA

Etapa 2 – 1
Ligação: 65 KM - Especial: 115 KM - Ligação: 387 KM

As cristas do Algarve
Uma especial de mais de 100 km na Europa: mais uma estreia. Nesta pista rápida e montanhosa, os arrepios da pilotagem e a beleza do sítio recordam por vezes a célebre subida de Pikes Peak (Colorado). Depois de uma especial disputada sob o signo das maravilhas, a Espanha será visitada apenas em ligação, por uma estrada de 400 km até ao embarcadouro de Málaga. A travessia dura sete horas.

Marrocos

NADOR - ER RACHIDIA

Etapa 3 – 2 de Janeiro de 2006
Ligação: 237 KM - Especial: 314 KM - Ligação: 121 KM

Novidades a leste
Quando se procura bem até se encontra. Apesar do título da etapa aparecer três vezes na história do rali, o traçado da especial é totalmente inédito. As travessias dos uades, armadilhas clássicas de Marrocos, estão no programa, e os primeiros grandes erros de navegação devem ser previstos. Os habitués da tecnologia GPS versão antiga podem pagar caro um período de adaptação delicado.

ER RACHIDIA - OUARZAZATE

Etapa 4 – 3 de Janeiro de 2006
Ligação: 56 KM - Especial: 386 KM - Ligação: 197 KM

As portas do deserto
Poderíamos pensar numa clássica do Dakar, mas aqui também haverá incógnitas. Talvez seja a especial mais variada do rali. Com as primeiras dunas, será sem dúvida a ocasião de puxar pelas pás e as placas de desenterrar, antes de atacar os lagos salgados, as passagens de uades arenosas, outras cheias de pedras... Para os co-pilotos, o nariz no road-book será a única atitude possível.

OUARZAZATE - TAN TAN

Etapa 5 – 4 de Janeiro de 2006
Ligação: 187 KM - Especial: 350 KM - Ligação: 282 KM

A estrada do uade
Uma cumplicidade máxima entre o piloto e o co-piloto será obrigatória devido à alternância entre as passagens rápidas e as armadilhas de pilotagem. Em relação à edição 2005, os concorrentes quase terão triplicado a quilometragem em especial antes de saírem de Marrocos. A cronometragem dos 1 250 km já percorridos deveria revelar uma hierarquia coerente.

MAURITÂNIA

Especialidade nacional: a areia. A travessia da Mauritânia desempenha o papel de justiceiro na hierarquia do rali. Aqueles que lá se apresentarem em plena posse dos seus meios terão todas as probabilidades de brilharem, mas também se pode perder lá tudo. Reino das dunas e do fora de pista, o coração do Sara é por excelência o sítio onde os navegadores se manifestam.

TAN TAN - ZOUERAT

Etapa 6 – 5 de Janeiro de 2006
Ligação: 336 KM - Especial: 444 KM - Ligação: 12 KM

Rumo a sul
As horas de sono economizadas nas etapas precedentes serão um trunfo para abordar esta longa rota. A extensa ligação em direcção da partida da especial será efectuada de noite, em condições que exigem o máximo de vigilância. A primeira parte do sector selectivo disputa-se numa pista larga e rápida, antes de atacar em meados da especial uma porção muito mais arenosa.

ZOUERAT - ATAR

Etapa 7 – 6 de Janeiro de 2006
Ligação: 10 KM - Especial: 499 KM - Ligação: 12 KM

Passe de mágica
A delicadeza da navegação será recompensada durante a grande dificuldade desta primeira semana, que se disputa em fora da pista total. As indicações não serão muitas no road-book, e aqueles que falharem os WPO terão as maiores dificuldades para encontrarem as boas passagens. Depois das dunas, os concorrentes circularão também pelos planaltos empedrados e praticarão o slalom na erva dos camelos.

ATAR - NOUAKCHOTT

Etapa 8 – 7 de Janeiro de 2006
Ligação: 34 KM - Especial: 508 KM - Ligação: 26 KM

O “hole shot”
Na primeira parte da especial, o percurso é muito sinuoso atravessando canyons e uades. Através dos maciços, os concorrentes vão sentir-se sacudidos como uma bola de flipper. Depois desta série ziguezagues, uma parte bem rápida incitará os mais nervosos a meter medo aos cronómetros. Porém, um excesso de confiança poderia trazer más surpresas.

NOUAKCHOTT - KIFFA

Etapa 9 – 9 de Janeiro de 2006
Ligação: 30 KM - Especial: 599 KM - Ligação: 245 KM

A pista dos poços
Para a maior especial do rali, os extensos cordões de dunas muito densas, de mais de vinte quilómetros, sucedem-se no começo e no fim do percurso. Entre as duas passagens arenosas, a pilotagem efectua-se numa pista rápida e pedregosa. Em alguns sítios, o percurso cruza grandes dunas a contornar para ficar nos grandes planaltos de chão preto.

MALI

Ao entrar no Mali, o rali muda de universo. O contraste entre as vastidões desérticas e as pistas traçadas no coração das florestas é arrebatador para as tripulações, que enfrentam, por conseguinte, condições de pilotagem totalmente diferentes. Os encontros com as aldeias do ocidente africano também dão uma dimensão nova à viagem.

KIFFA - KAYES

Etapa 10 – 1 de Janeiro de 2006
Ligação: 1 KM - Especial: 283 KM - Ligação: 49 KM

A grande savana
É a entrada no Mali, no meio da selva. A vegetação torna-se densa. Entre os embondeiros, a pista de terra, estreita e ravinosa, serpenteia através da savana. Esta especial rápida irá favorecer a pilotagem e o deslize nas primeiras porções de laterite. Apesar dos lagos salgados cheios de armadilhas que acompanharão o percurso, será uma jornada de transição antes dos pedaços de primeira escolha da África Negra.

KAYES - BAMAKO

Etapa 11 – 11 de Janeiro de 2006
Ligação: 50 KM - Especial: 231 KM - Ligação: 424 KM

Quarta-feira em Bamako
Embora o traçado tenha tentado evitar a reserva de fauna de Badinko e a reserva de biosfera do arco do Baoulé, a caravana progride num cenário sumptuoso, com uma sucessão contínua de florestas e savanas. Como as pistas são estreitas, recomenda-se uma extrema prudência no caso de erro de navegação que implica meia volta.

GUINÉ

Apesar da última visita do Dakar à Guiné ser de 1996, os concorrentes vão sentir-se apesar de tudo em terreno conhecido. As pistas guineenses requerem na verdade as mesmas qualidades que as pistas utilizadas no Mali e no Senegal. Como recompensa, a vegetação é aqui tradicionalmente mais densa e os pilotos terão o prazer de descobrir um relevo “semi-montanhoso” que oferece uma variedade de paisagem única na região.

BAMAKO - LABE


Etapa 12 – 12 de Janeiro de 2006
Ligação: 197 KM - Especial: 368 KM - Ligação: 307 KM

A pista de váus
A saída do Mali efectua-se em ligação. O traçado desta estreia especial guineense leva os pilotos em configurações muito variadas. As zonas de todo-o-terreno sucedem-se às pistas rolantes em laterite, e os motards não deixarão de molhar os pés nas passagens de vaus. Quanto à vegetação, não se avança com uma catana, mas quase! Na chegada, exigências da etapa sem assistência, não haverá veículos de assistência.

SENEGAL

O Senegal é a euforia da libertação para os concorrentes que lá chegam. É igualmente uma lição de humildade e de paciência. Se o Lago Rosa é realmente o local ideal para terminar uma aventura de três semanas tão atribulada como inesquecível, as últimas voltas das rodas nem sempre são as mais fáceis. Com um erro de pilotagem ou uma quebra mecânica, o rali também se pode perder no Senegal.

LABE - TAMBACOUNDA

Etapa 13 – 13 de Janeiro de 2006
Ligação: 7 KM - Especial: 348 KM - Ligação: 212 KM

O país da altitude
As etapas de montanha, também podem existir no Dakar. Embora não seja necessário recorrer às máscaras de oxigénio, o rali vai atingir nesta especial o seu ponto culminante, ladeando os 1000 m em algumas travessias de cimos. Como na véspera, as pistas percorridas serão estreitas, e com a ajuda da poeira as ultrapassagens serão bem difíceis.

TAMBACOUNDA - DAKAR

Etapa 14 – 14 de Janeiro de 2006
Ligação: 107 KM - Especial: 254 KM - Ligação: 273 KM

Cabo do Ocidente
Nas pistas senegalesas, os co-pilotos retomam o serviço. A especial é mais longa que no ano passado e as inúmeras mudanças de direcção podem levar os mais distraídos a perder a pista. Por outras palavras, ainda há minutos a perder ou a ganhar. A entrada em Dakar faz-se depois de uma bonita passeata em ligação, com visita sossegada das aldeias senegalesas no programa.

DAKAR - DAKAR

Etapa 15 – 15 de Janeiro de 2006

A Chegada
A volta do Lago Rosa: com os anos, o exercício tornou-se num clássico do desporto automóvel. Alguns ainda têm vontadede procurar um punhado de segundos para ganhar um ou dois lugares na geral. Outros aproveitam tranquilamente um momento que imaginaram longamente antes de o viverem. Para todos, é a grande emoção.

 
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